Adeus mala velha, olá case novo

case

No primeiro dia em que saímos para gravar, juntamos todo equipamento – câmera, microfones, tripé, bancos e a placa – e só então me dei conta: como é que a gente vai levar essa tralha toda?

Passamos tanto tempo nos preparando pra começar o projeto que esquecemos do básico: uma mala pra levar o equipamento. Naquele dia levamos tudo na mão. Colocamos as coisas no porta-malas e quando chegamos ao Parque do Ibirapuera, eu peguei umas cadeiras, a Adriana levou a placa, encaixei o tripé entre as alças da mochila e as minhas costas e fomos andando tipo aqueles One Man Band que tocam violão, sanfona e gaita enquanto andam com um bumbo amarrado nas costas e uns pratos pendurados pelos cotovelos.

No segundo dia, eu achei uma sacola de tecido, daquelas esportivas que o pessoal da firma leva com o uniforme do time pra jogar depois do expediente, mas era uma tamanho família que não via a luz do sol há umas duas Copas e fedia terrivelmente a mofo. O lado bom foi que tudo coube lá dentro, mas era difícil andar com aquilo. Nosso equipamento pesa cerca de 20kg e a sacola só tinha uma alça que você coloca no ombro e fica atravessada no peito, então eu tinha que equilibrar o peso de um lado e andar com aquele volume pelo máximo de tempo que conseguisse até que as coisas se mexessem dentro da sacola e todo o equilíbrio tivesse que ser recuperado. Alguém poderia pensar que eu tinha desmembrado um corpo e estava a caminho da desova com aquele pacote.

Aí pensamos: uma mala! É, uma daquelas malas de fibra que você despacha no aeroporto e passam de geração por geração na família colecionando adesivos de viagens de vários aeroportos. Tinha um selo nela com letras maiúsculas e uma fonte vigorosa, daquelas que passam confiança, que garantia que aquela era a mala mais resistente que eu poderia encontrar. Maior resistência do mercado, dizia.

Quebrou na primeira saída. Ela deve mesmo ser resistente, mas pra levar roupas e ~delicadezas~ em geral. Os nossos bancos são de ferro e aquela placa de madeira é bem pesada. Some a isso a sutileza dos transportadores de malas dos aeroportos e eu quase não consegui abrí-la quando chegamos em Fortaleza. Estava claro que não dava pra continuar, mas eu não fazia a menor ideia do que comprar. Maior resistência do mercado. Maior resistência do mercado.

Kadu é o meu amigo de mais longa data. Conheci ele em 1991, quando nós dois tínhamos 11 anos. Ele foi na minha casa com um amigo em comum porque ficou sabendo que eu tinha um disco do Iron Maiden e um do Faith No More, então chegou lá com uma fitinha cassete pra gravar os plays. Interesseiro desde o dia 01.

Quando crescemos, eu nunca soube o que ele fazia da vida. Ele jamais ficou mais de seis meses em um emprego e sempre estava em uma agência ou escritório de alguma coisa que parece moderna e seu cargo era alguma coisa genérica tipo “Arquiteto de Informação” ou “Traffic Analyzer”. Sei lá.

Depois de anos e anos fazendo essas coisas que poderiam muito bem ser disfarces para algo ilegal, Kadu resolveu chutar tudo e se uniu a um colega que tem uma fábrica de cases para instrumentos musicais, desses parrudos que as bandas levam em viagens com tudo dentro. Pô, um case! É isso que eu preciso! Levei minha mala moribunda pra ele tirar as medidas e um mês depois ele me ligou: Tá pronto!

Que alívio! Finalmente vamos conseguir transportar todo equipamento sem nenhum problema e com um case feito sob medida. Apertei a mão dele, fizemos aquela selfie (ele que pediu) e quando eu estava pra sair do estúdio, Kadu grita: Fica tranquilo, esse case tem a maior resistência do mercado.

PS: Me segurei pra não colocar o título “Um case de sucesso” nesse texto.

Daniel

Postado dia 02 de abril de 2015
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O dia em que quase dançamos em rede nacional

danca

O Daniel me ligou:
– Convidaram a gente para participar de um programa de TV, ao vivo, no palco. Será que devemos ir?
– E por que não iríamos? -, retruquei.
– Lembra aquele cara que foi no programa da Ana Maria Braga, esqueceu de puxar o freio de mão do carro e quase a matou?
– Lembro. Por que?
– Não sei. Só sei que esta imagem me veio à cabeça na hora do convite -, respondeu o Daniel.

Por alguma razão, nenhum de nós nunca tinha visto o programa em questão. Liguei para a minha mãe, telespectadora assídua da atração. Perguntei como a coisa funcionava.

– Tem sempre alguém cantando e as pessoas dançam. Ai, Adriana, é muito animado! Eu adoro!

Fiquei bem preocupada. Posso ter algumas qualidades, mas a ginga e o talento para a dança não estão entre elas. Eu já podia me ver encolhida no sofá em posição fetal, enquanto o Carlinhos de Jesus tentava me arrastar pelo braço para a gafieira. E, depois de sucumbir para finalmente acabar com a luta, já via o meu rosto vermelho feito um pimentão refletido em milhões de telas Brasil afora, e talvez até eu tropeçasse nos próprios pés e caísse sobre a apresentadora, matando-a – a referência do Daniel à quase morte da Ana Maria Braga seria uma metáfora mediúnica.

Ligeiramente em pânico, entrei no site da emissora e li um texto que resumia o programa do dia anterior. Em determinado trecho, a matéria informava que um cantor se apresentou e, cheio de energia e entusiasmo, chamou geral pra sacolejar. “Todos caíram na dança”, informava o texto. Meu Deus.

Mandei uma mensagem no Face para o Daniel:
– Você não vai acreditar, mas as pessoas dançam no programa. Inclusive os convidados.
– DANÇAM? TODOS? – ele escreveu, assim mesmo, em caixa alta.
– Quando não dançam em pé ficam sentados, balançandinho o tronco.
– Liga pro Zylber e pergunta o que ele acha.

O Zylber também nunca tinha visto o programa.
– Ah, acho que vocês deviam ir.
– Mas será que não vai ser um mico? – perguntei.
– Não é tipo um programa do Jô, com umas pessoas sentadas no sofá, dando entrevista?
– Acho que tem sofá e entrevista, mas tem também uma atração musical e as pessoas ficam meio dançandinho.
– Velho, tem dançandinho?!? Então melhor não ir.

Mesmo assim, aceitamos. Combinamos que, se houvesse convite para dança, permaneceríamos sentados, com um sorriso meigo no rosto, e gentilmente diríamos que sofríamos ambos de unhas encravadas ou nossos pés estávamos dormentes, de tanto que ficamos na mesma posição.
– Não danço nem ferrando -, o Daniel disse.
– Tamo junto.

Na véspera do programa, a produtora me ligou. “Querida, a pauta caiu”. Notícias desse tipo – não é a primeira vez que acontece – costumam nos causar certa frustração. Naquele dia, senti algum desapontamento, mas com um gostinho especial de alívio. Finalmente, naquela noite, eu poderia dormir em paz sem ter o pesadelo de que estava rebolando diante das câmeras, feito a Carla Perez no programa do Gugu nos anos 90 (é absurdo e megalomaníaco, mas isso também me veio à mente).

Depois do cancelamento, o Daniel ligou a televisão e resolveu ver o programa no dia em que, se a pauta não tivesse caído, deveríamos estar lá. Mandou-me uma mensagem pelo WhatsApp na mesma hora:
– TÁ TODO MUNDO DANÇANDO!!!!!

Foi por pouco.

Adriana

Postado dia 07 de fevereiro de 2015
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Fabiane

"A minha mãe foi assassinada e nunca contou pra ninguém quem é o meu pai"
31 anos
Avenida Paulista, São Paulo, SP

Outro dia, demos uma entrevista para o jornal O Globo e uma das coisas que nos perguntaram foi se alguma pessoa já havia cantado durante as conversas. Eu disse ao repórter que ele ficaria surpreso com o tanto de gente que, além de estar disposta abrir detalhes muito íntimos da vida, também canta na frente da câmera sem o menor constrangimento.

Mas, nunca havia acontecido de alguém tocar um instrumento.

Fabiane nos encontrou na Avenida Paulista depois de ter passado a manhã tocando violão com um amigo por alguns trocados na estação Vergueiro do Metrô. “Só consegui dinheiro para um suco”, ela nos falou e completou dizendo que teve de pagar o valor da condução do próprio bolso.

Ela dividiu conosco uma história muito triste sobre sua família e, apesar dos detalhes horríveis, eu achei que ela tinha uma vibe muito positiva. Eu tenho muita admiração por quem não faz drama e nem se vitimiza mesmo diante dos acontecimentos mais barra pesada. Ela fez um relato bem direto, sem exageros e isso me ganhou.

No final do vídeo ela toca violão e canta uma música do Nando Reis, porque achou que essa letra tinha um pouco a ver com sua trajetória.

Eu acho que essa é uma das imagens mais bonitas que já fizemos até agora no projeto. Além de ter um enquadramento bastante diferente do normal, é curioso perceber a indiferença das pessoas que passam pela rua enquanto ela coloca o coração em uma música.

Daniel

Postado dia 02 de fevereiro de 2015
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Duas damas

Avenida Paulista, São Paulo, SP

paulista

Uma mulher de boné e óculos escuros perguntou o que era aquilo. Quando dissemos que era um projeto de entrevistas com anônimos, ela recuou.
– Não sou tão anônima assim.

Eu, o Daniel e o Felipe, um amigo que nos acompanhava, nos entreolhamos.
Ninguém reconheceu a figura. Ela deve ter notado.
– Eu me disfarço um pouco – disse, puxando a aba do boné para baixo.
Depois reclamou da falta d’àgua e partiu. O Daniel acha que era a Maitê Proença, mas eu aposto na Helena Ranaldi. O Felipe votou na Betty Faria.

Uma senhora de cabelos curtos e grisalhos passou diante de nós, no sentido Paraíso. Dois minutos depois, passou de novo, sentido Consolação. Dessa vez, parou. Explicamos o que era o projeto. Ela sorriu, pareceu interessada. Disse que trabalhava em um jornal. Perguntamos se ela não queria contar sua história diante da câmera. “Tenho que ir”, respondeu. Dito isso, acelerou o passo, até transformá-lo numa corrida digna da São Silvestre, entrou no primeiro ônibus que parou no ponto e sumiu.

Adriana

Postado dia 30 de janeiro de 2015
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Quando tudo dá certo

Rio de Janeiro, RJ

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Havia boas chances da nossa viagem ao Rio ser um flop completo. De manhã cedo, os aeroviários fizeram uma paralisação no aeroporto de Congonhas e parte dos voos atrasou. Não o nosso, que saiu na hora certinha.

Quando chegamos ao Rio, seguimos direto para a Cinelândia. Tínhamos combinado de encontrar o Raphael, repórter do jornal O Globo, nas escadarias do Theatro Municipal. Calculamos que, entre eventuais atrasos, a entrevista e a sessão de fotos, gastaríamos mais ou menos umas três horas. Raphael chegou na hora combinada, a entrevista foi direta e objetiva e a sessão de fotos, tão rápida quanto eficiente, sem que o fotógrafo pedisse ao Daniel que se pendurasse em uma árvore ou fingisse abocanhar a câmera.

Disseram-nos para comer no Amarelinho, com o alerta de que a cozinha não era lá essas coisas. O contrafilé estava honestíssimo e o chope, cremoso e gelado.

Pós-almoço, ao olhar para o céu, vislumbramos nuvens escuras. Preparamo-nos para encerrar as atividades antes do tempo, mas a garoa que caiu, fina e ligeira, por fim só nos forçou a fazer um deslocamente para um outro ponto da Praça Floriano, em frente ao Cine Odeon, onde a vista era mais bonita – e onde fizemos nossa primeira entrevista internacional desde o início do projeto, com Nuria, a chilena hermosa que ilustra este post.

Nosso plano era ficar por ali e voltar direto para o Santos Dumont, mas como o apurado da tarde foi excelente – nove entrevistas em três horas – ainda conseguimos ir para a Praia de Copacabana. Lá, teve até fila para falar com a gente.

Havia um outro plano: trocar de camiseta no meio da tarde, porque certamente suaríamos feito porcos em pleno janeiro carioca. Mas o dia estava ameno, quase fresquinho, e nem foi preciso mudar o figurino.

Dois minutos depois de entrar no táxi rumo ao aeroporto, caiu um toró daqueles de dar PT em equipamento de vídeo à beira-mar. Foi por pouco.

No check in da Avianca, furamos a fila de prioridade (!) por pura distração e tive impressão de que o Ary Fontoura, o próximo a ser atendido, dispensou-nos um leve olhar de desprezo. Depois da gafe, a atendente nos informou que um voo sairia dali a uma hora e poderíamos antecipar a volta pra casa. Deu tempo de comer pizza e tomar cerveja antes de embarcar – e, de quebra, ainda encontramos um amigo no saguão do aeroporto, o Alexandre, que nos contou uma história fantástica sobre um time de futebol inglês, o Corinthian-Casuals.

Se eu acreditasse em astros, diria que, naquele dia, eles conspiraram a nosso favor.

Adriana

Postado dia 25 de janeiro de 2015
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Terezinha

"Tive que fazer teste de DNA do meu filho de 19 anos"
56 anos
Largo da Batata, São Paulo, SP

Uma vez eu li uma entrevista do Eduardo Coutinho em que ele dizia que sempre que algum personagem começava a contar alguma história enquanto a câmera estava desligada, ele cortava o papo na hora e pedia para que a pessoa esperasse até que eles estivessem gravando. Se alguém contasse algo e depois repetisse, seria apenas isso: uma repetição, e não a história como deveria ser contada.

Com Terezinha aconteceu algo semelhante, mas não tivemos como evitar. Ela nos contou a história de seu casamento que acabou depois de 29 anos e assim que desligamos a câmera e desplugamos o microfone, ela começou a falar da admiração que sente pelo Padre Marcelo e como ele era importante em sua vida.

Ela falou sobre uma carta que escreveu há quatro anos e queria dar um jeito de entregar a ele. Não prestei muita atenção. A conversa já tinha terminado e não daria mais pra recomeçar; uma outra pessoa já tinha chegado e, além disso, me lembrei do lema de Coutinho e resolvi torná-lo meu naquele momento.

Confesso que fiquei até um pouco irritado, pois já estávamos com tudo pronto pra começar uma nova conversa e ela não parava de falar. Ora, se essa história do Padre Marcelo era tão importante assim, devia ter contado enquanto a câmera estava ligada, pensei.

Finalmente, ela foi embora.

Cerca de 20 minutos depois, Terezinha voltou e nos entregou a carta. Ela pediu que entregássemos ao Padre. Nós não o conhecemos e em nenhum momento dissemos a ela que tentaríamos ajudá-la com isso. Nada. Ela simplesmente achou que poderíamos fazer algo por ela. Pediu também que devolvessemos a carta depois que ele a tivesse lido.

Vou reproduzir a carta aqui e, na sequência, colocá-la nos Correios de volta para Terezinha. Se o Padre Marcelo vai ler ou não, eu não sei – provavelmente não, mas vou postá-la aqui como agradecimento pela história tão íntima que ela dividiu conosco.

Daniel

carta

Postado dia 21 de janeiro de 2015
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Sol inclemente e pombos insolentes

Liberdade, São Paulo, SP

mylena

O Daniel me mandou um WhatsApp pouco depois das 10h: “Por mim, podemos ir gravar agora”.

O combinado era que fôssemos lá pelas 16h, quando o sol tórrido do verão paulistano já tivesse começado a dar sinais de arrefecimento, mas a previsão do tempo do celular indicava que uma tempestade estava por vir no fim da tarde, então refizemos o nosso planejamento.

Ao meio-dia, depois de enfrentar um trânsito surreal entre a Pompéia – onde fica o nosso estúdio – e a Liberdade, lá estávamos nós, placa amarela a tiracolo, a poucos metros da saída principal do metrô. Conseguimos uma boa sombra. Na terceira entrevista, por algo que minha ignorância só permite definir como um mistério da natureza, ela foi embora de repente, dando lugar a um clarão criminoso de 35ºC – era o que informava o termômetro.

Colocamos os bancos e a placa de volta na mala, carregamos a câmera de qualquer jeito e saímos em busca de uma nova sombra. Conseguimos uma que parecia quase poética, numa ponta da mesma praça, embaixo de uma árvore.
Quando fazíamos a nossa quarta entrevista, vi uma gosma marrom-esverdeada cair em um papel que eu mantinha no colo. O papel era a autorização de uso de imagem da Mylena, a moça com quem conversávamos (e cuja imagem ilustra este post), e a gosma, cocô de pombo. Se pombos já não são exatamente limpos, o que dizer de seus excrementos? Mas relevei. Hahahaha, que coisa cafona é o nojinho, pensei.

Lá pelas tantas, senti algo úmido no braço esquerdo. Um molhadinho marrom-esverdeado, que avançou sobre a minha bolsa e um pedaço do vestido. E ainda nem tínhamos começado a quinta entrevista.
Lavei-me com o resto de água mineral que sobrara na minha última garrafa. Cinco minutos depois, vi o Daniel esboçar um pequeno pulo para trás – era uma gosminha que esparramava em sua mão, justamente no momento em que ele ajustava alguma coisa no gravador. Uma gosminha nada, praticamente um pote de geléia de mocotó.
No termômetro, a temperatura havia subido para 37ºC.

Nessas condições, suados e… suados e marrom-esverdeados, ainda conversamos com o Diego, torcendo para que nenhum pombo tivesse vontade de ir ao banheiro sobre o nosso entrevistado. Por sorte, ele saiu ileso.
Tentamos um novo lugar à sombra, longe das árvores e dos pombos, mas os poucos espaços fresquinhos que existiam já haviam sido tomados pelos amigos que vendiam leques ou tocavam gaita.
Rendidos, tomamos o caminho de volta para o escritório. E o pior de tudo é que a previsão do celular estava errada. Às 16h, víamos pela janela do carro um céu de brigadeiro.

Adriana

P.S. Este post é dedicado a Ninívia e Mayron.

Postado dia 20 de janeiro de 2015
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Maggie

"Ele gosta de Homem Aranha. Foi a primeira coisa que eu achei legal nele"
21 anos
XI Bienal do Livro do Ceará, Fortaleza, CE

Por coincidência, a Maggie estuda na mesma faculdade onde me formei em jornalismo, o curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará. Enquanto ela falava sobre romances em encontros de estudantes, não pude deixar de me ver suspirando pelos caras dos semestres mais avançados, subindo a torrinha do Campus do Benfica (fazendo o que só quem estudou lá sabe o quê) ou bebendo cerveja quente no Cantinho do Céu, um pé sujo que ficava bem na esquina da universidade. Uma das coisas mais legais de conversar com estranhos é que, de vez em quando, no meio do processo, a gente conversa com a gente mesmo.

Adriana

Postado dia 20 de janeiro de 2015
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