Adriana

"Adoro jogar bola! Eu era atacante do meu time"
29 anos
Fenelivro, Olinda, PE

Postado dia 08 de setembro de 2015
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Elen

"Trabalho e cuido de casa. Vida de mulher."
37 anos
Praça Silvio Romero, São Paulo, SP

Postado dia 15 de julho de 2015
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Wandecock

"O álcool transformava meu pai em outra pessoa"
50 anos
Praça Silvio Romero, São Paulo, SP

Postado dia 29 de maio de 2015
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Às vezes é difícil

Rua da Quitanda, São Paulo, SP

coracaosite

Desde que dei à luz, nunca mais li notícias que envolvam crimes contra crianças ou casos de mães que perderam seus filhos. Não dou conta. Se começo, por um esforço de romper a barreira, paro pela metade. Corro o risco de passar dias impressionada com o fato, ou acordar minhas filhas durante a madrugada para abraçá-las, na certeza de que está tudo bem. Se você tem filhos, sabe do que estou falando.

Por isso, sempre tive medo de que sentasse diante de nós alguém com um relato de violência infantil ou morte de filhos. Na tarde em que o João Vitor nos contou sobre o abandono pela mãe, quando ele ainda um garotinho menor do que a minha caçula, fiz força para não ficar pensando obsessivamente sobre aquilo, sobre as lágrimas do menino, sobre a dor, sobre a dimensão da tragédia. Naquela noite, foi a cerveja com os amigos cearenses que me salvou de uma noite cheia de pesadelos.

Dias atrás, no meio de uma conversa que seguia trivial, perguntei para Elza o que seus filhos, se é que elas os tinha, achavam de determinada atitude sua. “Eu tive um filho, mas ele morreu”, ela respondeu. Contou então que o garoto faleceu aos 19 anos, vítima de um acidente de carro. Há muitas coisas que fogem ao alcance da minha comprensão, e uma delas é como alguém pode sobreviver a uma situação dessas. Lembrei-me de quando entrevistei a atriz Cissa Guimarães, logo após a morte do filho Rafael, atropelado em um túnel do Rio de Janeiro enquanto andava de skate. Ela se mantinha firme enquanto falava sobre a dor, mas lá pelas tantas o relato começou a ficar tão triste, mas tão insuportavelmente melancólico, que eu fui a mais antiprofissional das criaturas e tive uma pequena crise de choro no meio da entrevista. Pedi desculpas, e ela as aceitou.

Eu ainda pensava sobre isso quando, logo após a conversa com Elza, Dina sentou-se diante de nós. Em menos de cinco minutos de papo ela revelou que também tinha perdido um filho. Também aos 19 anos, igualmente de acidente de carro. Se Elza parecia mais conformada, Dina deixava transparecer a dor de maneira muito evidente. Perguntei se ela ainda conseguia pensar em felicidade. Ela me disse que isso era impossível. Mas, como tem outro filho, precisa tocar a vida.

Das muitas coincidências que enfrentamos na nossa jornada falando com estranhos, essa foi a única que me perturbou. Não sou dada a crenças sobrenaturais, avisos do destino e, para meu azar, nasci sem o gene da fé. Mesmo assim, fiquei perturbadíssima com aquela dupla ocorrência de mães marcadas pela maior das tragédias, especialmente porque, naquele dia, a minha filha mais velha estava em uma viagem escolar pelo interior paulista. Como disse, não acredito em coisas do outro mundo, mas aqueles relatos me deixaram com um nó tamanho na garganta que, mal sentei para almoçar após as entrevistas da manhã, liguei para a minha filha – mas a ligação caiu na caixa postal.

Meu astral foi de mal a pior quando, no começo da tarde, entrevistamos o Renato, que contou sobre a morte do irmão. Só falta ser em um acidente de carro, eu pensei, antes que ele revelasse que fora assassinato. Por sorte, logo depois vimos o Israel, o simpaticíssimo vendedor de plantas. Pensando agora, acho que o fato de o convidarmos para dar entrevista, contrariando o inciso I do nosso regimento interno, foi, na verdade, um pedido de socorro. “Se rirem de mim, não me importo”, disse ele. “O importante é que fiz aquela pessoa dar um sorriso e esquecer dos problemas, nem que fosse por um segundo”, afirmou. Israel, meu caro, obrigada demais.

Adriana

Postado dia 30 de abril de 2015
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Dina

"Ele fazia jornalismo. Se estivesse vivo seria concorrente de vocês"
64 anos
Rua da Quitanda, São Paulo, SP

Postado dia 29 de abril de 2015
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Elza

"Meu marido perdeu o controle do carro e bateu. Meu filho morreu na hora."
45 anos
Rua da Quitanda, São Paulo, SP

Postado dia 28 de abril de 2015
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Rodrigo

"Tô aí tentando sobreviver na Babilônia"
27 anos
Praça do Patriarca, São Paulo, SP

Postado dia 30 de março de 2015
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Paula e Letícia

Vale do Anhangabaú, São Paulo, SP

Postado dia 13 de março de 2015
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