Silas

"Eu e a Bruna Marquezine temos uma amizade à distância, mas eu não posso te provar isso. Só ela pode"
33 anos
Praça do Patriarca, São Paulo, SP

Postado dia 23 de março de 2015
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Um caso de amor com Bruna Marquezine

Praça do Patriarca, São Paulo, SP

silas

Estávamos em plena análise minuciosa das poças d’àgua – se caíssem pingos sobre ela, era sinal de que, realmente, ainda estava chovendo – quando o Silas se aproximou.
– Vocês viram a atriz da Globo que anunciou pelo Twitter que estaria aqui?
– Hã?
– Sim! Ela disse que viria para o Viaduto do Chá, mas deve ter desistido por causa da chuva.
– Não estamos sabendo de nada, amigo. E essa câmera aqui é para outra coisa, um projeto de entrevistas com anônimos.

Silas ouviu a explicação e, já que o encontro com a atriz não tinha dado pé, resolveu sentar no banquinho e dar uma entrevista pra gente. Foi aí que ele explicou que a moça que motivara sua ida ao Centro se chamava Valentina (Depois viríamos a descobrir se tratar de uma jovem que foi capa da PLAYBOY quando trabalhávamos lá. E me lembrei também que a conheci um certo dia, quando participei do programa do Ratinho, do qual ela era assistente de palco. Sim, amigos, eu já participei do programa do Ratinho).

O começo da conversa com Silas girou em torno de sua obsessão pelos famosos. Com poucos minutos, apesar de nosso estado de negação, a chuva começou a cair torrencialmente e tivemos que nos mudar, às pressas, para debaixo da marquise da Praça do Patriarca. Lá, em condições ainda mais precárias de luz e captação de áudio, sem falar no desconforto, pensei em dar a conversa por encerrada. Mas o Daniel tinha mais uma pergunta sobre a profissão de Silas.
– Então você é designer de sobrancelhas?

Eu entendo que, para um homem pouco familiarizado com a rotina de um salão de beleza e que, ainda por cima, é designer gráfico, conhecer um designer de sobrancelhas seja por demais intrigante. O Daniel ouvia a explicação com enorme interesse quando, de repente, o colega começou a falar do seu relacionamento com a Bruna Marquezine. Foi aí que a entrevista, realmente, começou a ficar fascinante.

Ficamos tão excitados pela forma como ele contava sobre seu envolvimento com a ex do Neymar que não conseguíamos parar de fazer perguntas. Talvez Silas tenha percebido a incredulidade no nosso tom de voz e repetia, a todo instante, que sabia ser uma história difícil de acreditar.

Uma vez uma repórter me perguntou se o Fale com Estranhos era jornalismo, já que não trabalhamos com “verdades” (particularmente no momento atual, essa pergunta parece até uma ironia). Bem, respondi que fatos nem sempre correspondem à verdade. No caso do Silas, por mais inverossímil que a história nos pareça, é absolutamente real – para ele. Quando o Galvão nos revelou ter prendido o Lula, também sei que não estava mentindo, por mais que, depois, os fatos tenham mostrado que a história era outra. Para ele, foi daquele jeito e ponto final.

Mamãe gosta de me contar que fui trocada na maternidade São Paulo, aquela da rua Frei Caneca, onde nasci. Depois do primeiro banho, entregaram-me para uma japonesa, que de pronto me colocou no peito para mamar. A filha da japonesa foi parar no colo da minha mãe, que percebeu a confusão, armou um barraco e, então, conseguiu que fosse desfeita a troca. Sempre gostei muito desta história, que conto com estudada dramaticidade: “Sabia que eu fui trocada na maternidade?”.

Recentemente, liguei pra mamãe e pedi para que recontasse o episódio. Cismei que podia ser tudo uma grande fantasia. Para meu alívio, ela narrou o ocorrido com os mesmos detalhes de sempre, o que confere à narrativa alguma credibilidade. Mas, e se tiver sido um delírio provocado pela anestesia? Nem quero saber. Pra mim, foi o leitinho da mãe japonesa que fez com que eu ficasse com os olhos meio puxados. E ponto final.

Adriana

Postado dia 23 de março de 2015
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