William

"O lado bom de morar na rua é que um ajuda o outro"
24 anos
Praça do Patriarca, São Paulo, SP

Postado dia 06 de abril de 2015
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No improviso

Praça do Patriarca, São Paulo, SP

chuva
O improviso é o camisa 12 do Fale com Estranhos F.C. Quer dizer, camisa 3, já que somos apenas dois nesse time.

Sempre pinta uma circunstância diferente. Quando a Brenda veio conversar com a gente, eu fiquei entretendo a filha dela e filmando ao mesmo tempo. Eu percebi que a menina estava um pouco incomodada por estar longe da mãe, então deixei ela “filmando” sentada no meu colo. Assim, consegui fazer com que ela não atrapalhasse a conversa e se distraísse. Com alguma sorte ela vai ser uma cineasta no futuro, pois esse momento vai ficar gravado no inconsciente dela e, na próxima vez em que ela se deparar com uma câmera, tudo vai fazer sentido.

Outra vez, perdi meus fones de ouvido enquando a gente mudava de locação. Gravei umas duas entrevistas sem (foi difícil) e, assim que pude, corri numa lojinha de 1,99 pra comprar o fone mais vagabundo possível só pra chegar até o fim daquele dia e pegar o meu fone reserva.

O Rodrigo chegou para conversar e a gente estava meio atordoado. A chuva caía forte e estávamos pensando no que fazer com o equipamento. Guardávamos ou tentávamos montar de alguma forma ali na marquise da Praça do Patriarca enquanto nos protegíamos daquele dilúvio?

Quando alguém se voluntaria pra conversar, sempre tentamos começar o mais rápido possível, porque geralmente as pessoas estão em horário de almoço ou indo para algum compromisso. Ali estava claro que ele só esperava a chuva passar pra ir embora e, apesar dela não dar nem sinal de trégua, montei tudo rapidinho, com o tripé baixo porque não queria perder muito tempo.

E a chuva só fez aumentar. Eu estava numa posição muito próxima do fim da marquise e o começo da chuva e o vento fez o favor de soprar muita, muita água nas minhas costas. Vesti a camisa 3 e dá-lhe improviso! Tirei a câmera do tripé e comecei a filmar na mão. Fazia muito tempo que eu não filmava assim. É por isso que essa é a única conversa que fizemos que tem duas câmeras diferentes. Quer dizer, a do Silas também tem, mas essa é a única em que eu segurei a câmera na mão. Merece um #NaRaça.

Daniel

Postado dia 31 de março de 2015
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Rodrigo

"Tô aí tentando sobreviver na Babilônia"
27 anos
Praça do Patriarca, São Paulo, SP

Postado dia 30 de março de 2015
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Silas

"Eu e a Bruna Marquezine temos uma amizade à distância, mas eu não posso te provar isso. Só ela pode"
33 anos
Praça do Patriarca, São Paulo, SP

Postado dia 23 de março de 2015
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Um caso de amor com Bruna Marquezine

Praça do Patriarca, São Paulo, SP

silas

Estávamos em plena análise minuciosa das poças d’àgua – se caíssem pingos sobre ela, era sinal de que, realmente, ainda estava chovendo – quando o Silas se aproximou.
– Vocês viram a atriz da Globo que anunciou pelo Twitter que estaria aqui?
– Hã?
– Sim! Ela disse que viria para o Viaduto do Chá, mas deve ter desistido por causa da chuva.
– Não estamos sabendo de nada, amigo. E essa câmera aqui é para outra coisa, um projeto de entrevistas com anônimos.

Silas ouviu a explicação e, já que o encontro com a atriz não tinha dado pé, resolveu sentar no banquinho e dar uma entrevista pra gente. Foi aí que ele explicou que a moça que motivara sua ida ao Centro se chamava Valentina (Depois viríamos a descobrir se tratar de uma jovem que foi capa da PLAYBOY quando trabalhávamos lá. E me lembrei também que a conheci um certo dia, quando participei do programa do Ratinho, do qual ela era assistente de palco. Sim, amigos, eu já participei do programa do Ratinho).

O começo da conversa com Silas girou em torno de sua obsessão pelos famosos. Com poucos minutos, apesar de nosso estado de negação, a chuva começou a cair torrencialmente e tivemos que nos mudar, às pressas, para debaixo da marquise da Praça do Patriarca. Lá, em condições ainda mais precárias de luz e captação de áudio, sem falar no desconforto, pensei em dar a conversa por encerrada. Mas o Daniel tinha mais uma pergunta sobre a profissão de Silas.
– Então você é designer de sobrancelhas?

Eu entendo que, para um homem pouco familiarizado com a rotina de um salão de beleza e que, ainda por cima, é designer gráfico, conhecer um designer de sobrancelhas seja por demais intrigante. O Daniel ouvia a explicação com enorme interesse quando, de repente, o colega começou a falar do seu relacionamento com a Bruna Marquezine. Foi aí que a entrevista, realmente, começou a ficar fascinante.

Ficamos tão excitados pela forma como ele contava sobre seu envolvimento com a ex do Neymar que não conseguíamos parar de fazer perguntas. Talvez Silas tenha percebido a incredulidade no nosso tom de voz e repetia, a todo instante, que sabia ser uma história difícil de acreditar.

Uma vez uma repórter me perguntou se o Fale com Estranhos era jornalismo, já que não trabalhamos com “verdades” (particularmente no momento atual, essa pergunta parece até uma ironia). Bem, respondi que fatos nem sempre correspondem à verdade. No caso do Silas, por mais inverossímil que a história nos pareça, é absolutamente real – para ele. Quando o Galvão nos revelou ter prendido o Lula, também sei que não estava mentindo, por mais que, depois, os fatos tenham mostrado que a história era outra. Para ele, foi daquele jeito e ponto final.

Mamãe gosta de me contar que fui trocada na maternidade São Paulo, aquela da rua Frei Caneca, onde nasci. Depois do primeiro banho, entregaram-me para uma japonesa, que de pronto me colocou no peito para mamar. A filha da japonesa foi parar no colo da minha mãe, que percebeu a confusão, armou um barraco e, então, conseguiu que fosse desfeita a troca. Sempre gostei muito desta história, que conto com estudada dramaticidade: “Sabia que eu fui trocada na maternidade?”.

Recentemente, liguei pra mamãe e pedi para que recontasse o episódio. Cismei que podia ser tudo uma grande fantasia. Para meu alívio, ela narrou o ocorrido com os mesmos detalhes de sempre, o que confere à narrativa alguma credibilidade. Mas, e se tiver sido um delírio provocado pela anestesia? Nem quero saber. Pra mim, foi o leitinho da mãe japonesa que fez com que eu ficasse com os olhos meio puxados. E ponto final.

Adriana

Postado dia 23 de março de 2015
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