Diego

"Minha avó se suicidou há três dias"
25 anos
Liberdade, São Paulo, SP

Postado dia 12 de março de 2015
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Murilo

"Eu tenho uma sede de ajudar as pessoas"
19 anos
Liberdade, São Paulo, SP

Na instituição onde faz trabalho voluntário com crianças que têm lares violentos, Murilo conheceu uma garotinha que, de tanto ver o pai bater na mãe, bêbado, começou a achar que apanhar era legal. “Isso me chocou, porque não é normal uma criança gostar de apanhar. É normal criança gostar de dar risada”

Postado dia 03 de março de 2015
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Mylena

"É mais uma relação de amizade do que de pai e mãe. Eu fumo com os meus pais – acho que isso é bem difícil de acontecer hoje em dia, sabe?"
20 anos
Liberdade, São Paulo, SP

Postado dia 30 de janeiro de 2015
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Kátia

"No avião quem eu encontro? Roberto Leal! Ele me deu autógrafo e me chamou de 'Doutora Kátia'"
52 anos
Liberdade, São Paulo, SP

Postado dia 23 de janeiro de 2015
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Thais

"Vou me guardar para o casamento. Essa é a minha vontade"
19 anos
Liberdade, São Paulo, SP

Postado dia 22 de janeiro de 2015
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Sol inclemente e pombos insolentes

Liberdade, São Paulo, SP

mylena

O Daniel me mandou um WhatsApp pouco depois das 10h: “Por mim, podemos ir gravar agora”.

O combinado era que fôssemos lá pelas 16h, quando o sol tórrido do verão paulistano já tivesse começado a dar sinais de arrefecimento, mas a previsão do tempo do celular indicava que uma tempestade estava por vir no fim da tarde, então refizemos o nosso planejamento.

Ao meio-dia, depois de enfrentar um trânsito surreal entre a Pompéia – onde fica o nosso estúdio – e a Liberdade, lá estávamos nós, placa amarela a tiracolo, a poucos metros da saída principal do metrô. Conseguimos uma boa sombra. Na terceira entrevista, por algo que minha ignorância só permite definir como um mistério da natureza, ela foi embora de repente, dando lugar a um clarão criminoso de 35ºC – era o que informava o termômetro.

Colocamos os bancos e a placa de volta na mala, carregamos a câmera de qualquer jeito e saímos em busca de uma nova sombra. Conseguimos uma que parecia quase poética, numa ponta da mesma praça, embaixo de uma árvore.
Quando fazíamos a nossa quarta entrevista, vi uma gosma marrom-esverdeada cair em um papel que eu mantinha no colo. O papel era a autorização de uso de imagem da Mylena, a moça com quem conversávamos (e cuja imagem ilustra este post), e a gosma, cocô de pombo. Se pombos já não são exatamente limpos, o que dizer de seus excrementos? Mas relevei. Hahahaha, que coisa cafona é o nojinho, pensei.

Lá pelas tantas, senti algo úmido no braço esquerdo. Um molhadinho marrom-esverdeado, que avançou sobre a minha bolsa e um pedaço do vestido. E ainda nem tínhamos começado a quinta entrevista.
Lavei-me com o resto de água mineral que sobrara na minha última garrafa. Cinco minutos depois, vi o Daniel esboçar um pequeno pulo para trás – era uma gosminha que esparramava em sua mão, justamente no momento em que ele ajustava alguma coisa no gravador. Uma gosminha nada, praticamente um pote de geléia de mocotó.
No termômetro, a temperatura havia subido para 37ºC.

Nessas condições, suados e… suados e marrom-esverdeados, ainda conversamos com o Diego, torcendo para que nenhum pombo tivesse vontade de ir ao banheiro sobre o nosso entrevistado. Por sorte, ele saiu ileso.
Tentamos um novo lugar à sombra, longe das árvores e dos pombos, mas os poucos espaços fresquinhos que existiam já haviam sido tomados pelos amigos que vendiam leques ou tocavam gaita.
Rendidos, tomamos o caminho de volta para o escritório. E o pior de tudo é que a previsão do celular estava errada. Às 16h, víamos pela janela do carro um céu de brigadeiro.

Adriana

P.S. Este post é dedicado a Ninívia e Mayron.

Postado dia 20 de janeiro de 2015
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