Vitor

"Sim, temos algumas piadas sobre brasileiros em Portugal"
45 anos
Praça Antônio Prado, São Paulo, SP

Postado dia 10 de abril de 2015
Comente (0)

Uma carta para o Mateus

Avenida Paulista, São Paulo, SP

cartaleft2
Mateus,

A esta altura, passados seis meses desde o dia em que lhe entrevistamos na Avenida Paulista, você deve estar pensando que consideramos o seu depoimento sem graça. Ou que tivemos algum problema de áudio, imagem – às vezes, isso acontece – e, por isso, a sua entrevista não foi ao ar. Cara, não foi nada disso. Parece meio surreal, mas ficamos com medo que, por causa do vídeo, você morresse.

Você tem 18 anos e namora, há alguns meses, um rapaz que conheceu pelo Facebook. O dia em que ele pediu você em namoro e lhe presentou com uma aliança foi um dos mais felizes da sua vida – e, há poucos meses, para melhorar, vocês moram juntos, na casa dos seus pais. O problema é que, para a sua família, o rapaz é simplesmente um amigo. “Se o papai souber a verdade, a casa cai. Ele é homofóbico”. Você deve se lembrar que eu perguntei o que aconteceria caso o seu pai visse o vídeo. “Ele não vai nem ficar sabendo”, você respondeu.

Mateus, não dá pra afirmar isso com tanta certeza, ainda mais nos tempos virais em que vivemos. Algumas coisas poderiam ocorrer caso o vídeo chegasse a ele que, por ser homofóbico, morreria de vergonha dos amigos da oficina mecânica, dos parentes, da vizinhança. Enquanto tentávamos decidir se colocávamos ou não o seu vídeo no ar, eu e o Daniel lembramos do caso do garoto de oito anos que foi espancado até a morte pelo pai, no Rio de Janeiro, por ser “afeminado”. Claro, estamos falando do limite da intolerância, mas há tantos casos de crimes homofóbicos no Brasil que, sinceramente, decidimos que não dava pra correr esse risco.

É uma pena, porque a sua entrevista ficou incrível. Gosto particularmente quando você fala que o seu maior medo é ficar cego – também morro de medo disso. Torço para que você consiga entrar na faculdade de Medicina e, o quanto antes, conheça o Egito e a Rússia. Nunca estive nestes dois países, mas dizem que são realmente fascinantes. Tomara também que você se reconheça neste texto – afinal, seu nome não é Mateus – e que você nos desculpe, caso a nossa decisão não tenha sido a mais acertada.

Felicidades!

Um beijo,
Adriana

Postado dia 07 de abril de 2015
Comente (0)

William

"O lado bom de morar na rua é que um ajuda o outro"
24 anos
Praça do Patriarca, São Paulo, SP

Postado dia 06 de abril de 2015
Comente (0)

Natália

"Eu arrumei meu primeiro emprego pra fazer um piercing"
18 anos
Praça Antônio Prado, São Paulo, SP

Postado dia 01 de abril de 2015
Comente (0)

No improviso

Praça do Patriarca, São Paulo, SP

chuva
O improviso é o camisa 12 do Fale com Estranhos F.C. Quer dizer, camisa 3, já que somos apenas dois nesse time.

Sempre pinta uma circunstância diferente. Quando a Brenda veio conversar com a gente, eu fiquei entretendo a filha dela e filmando ao mesmo tempo. Eu percebi que a menina estava um pouco incomodada por estar longe da mãe, então deixei ela “filmando” sentada no meu colo. Assim, consegui fazer com que ela não atrapalhasse a conversa e se distraísse. Com alguma sorte ela vai ser uma cineasta no futuro, pois esse momento vai ficar gravado no inconsciente dela e, na próxima vez em que ela se deparar com uma câmera, tudo vai fazer sentido.

Outra vez, perdi meus fones de ouvido enquando a gente mudava de locação. Gravei umas duas entrevistas sem (foi difícil) e, assim que pude, corri numa lojinha de 1,99 pra comprar o fone mais vagabundo possível só pra chegar até o fim daquele dia e pegar o meu fone reserva.

O Rodrigo chegou para conversar e a gente estava meio atordoado. A chuva caía forte e estávamos pensando no que fazer com o equipamento. Guardávamos ou tentávamos montar de alguma forma ali na marquise da Praça do Patriarca enquanto nos protegíamos daquele dilúvio?

Quando alguém se voluntaria pra conversar, sempre tentamos começar o mais rápido possível, porque geralmente as pessoas estão em horário de almoço ou indo para algum compromisso. Ali estava claro que ele só esperava a chuva passar pra ir embora e, apesar dela não dar nem sinal de trégua, montei tudo rapidinho, com o tripé baixo porque não queria perder muito tempo.

E a chuva só fez aumentar. Eu estava numa posição muito próxima do fim da marquise e o começo da chuva e o vento fez o favor de soprar muita, muita água nas minhas costas. Vesti a camisa 3 e dá-lhe improviso! Tirei a câmera do tripé e comecei a filmar na mão. Fazia muito tempo que eu não filmava assim. É por isso que essa é a única conversa que fizemos que tem duas câmeras diferentes. Quer dizer, a do Silas também tem, mas essa é a única em que eu segurei a câmera na mão. Merece um #NaRaça.

Daniel

Postado dia 31 de março de 2015
Comente (0)

Rodrigo

"Tô aí tentando sobreviver na Babilônia"
27 anos
Praça do Patriarca, São Paulo, SP

Postado dia 30 de março de 2015
Comente (1)

Osvaldo

"Sou restaurador e amo o meu trabalho"
50 anos
Praça Antônio Prado, São Paulo, SP

Postado dia 27 de março de 2015
Comente (0)

Débora

"Ela começou a me xingar e aí eu achei que era o limite. Percebi que tinha alguma coisa errada"
36 anos
Largo São Francisco, São Paulo, SP

Postado dia 26 de março de 2015
Comente (0)