Felipe

"Minha infância foi muito sofrida, mas o pouco que aproveitei, aproveitei muito"
26 anos
Praça do Ferreira, Fortaleza, CE

Postado dia 26 de maio de 2015
Comente (0)

Rosa

"Ele me disse que eu estava curada. Em momento algum eu falei que tinha câncer"
36 anos
Praça do Ferreira, Fortaleza, CE

Postado dia 08 de abril de 2015
Comente (0)

Wilton

"O diploma chegou e começou a tocar 'The Final Countdown' do Europe"
Praça do Ferreira, Fortaleza, CE

Postado dia 02 de abril de 2015
Comente (0)

Cláudio

"Eu pertenço à classe média tradicional, mas é uma classe safada que detesta ver uma doméstica sair de um shopping com uma sacola de compras"
67 anos
Praça do Ferreira, Fortaleza, CE

Dia desses, uma amiga me perguntou que tipo de gente nos procura para dar entrevistas. “Só deve aparecer maluco”, ela arriscou. Fiquei meio cabreira. “Como assim, só maluco?”, eu quis saber. “Sei lá, gente doida mesmo, com problemas psiquiátricos”, concluiu.

Se fosse, não haveria nenhum problema nisso. Ao contrário, talvez isso tornasse o projeto ainda mais interessante. Mas, em nome do rigor jornalístico, devo esclarecer que não é verdade. Todo tipo de gente dá entrevista para o Fale com Estranhos – lúcidos, lunáticos, homens, mulheres, transexuais, velhos, crianças e, dia desses, um cachorro latiu tanto durante uma conversa que talvez dê até para incluir os animais nesse grupo já tão heterogêneo.

Outro erro comum é achar que nossos entrevistados são a parcela escondida da sociedade, aquelas pessoas para quem a mídia não dá a menor atenção. Não necessariamente. Não fazemos distinção de classe econômica, intelectual, social ou do que for – até porque não selecionamos as pessoas. Esperamos que elas nos abordem. Se amanhã, por exemplo, o Pelé nos encontrar na rua e pedir para ser entrevistado, aceitaremos de bom grado. Mas, para nós, ele será apenas o Edson, homem comum a quem dirigiremos a nossa pergunta corriqueira: “Quem é você?”. O mesmo vale para o Barack.

Isso tudo é para falar do Cláudio, este senhor simpático que detona a classe média brasileira com singular pertinência. O Cláudio tem todo o palanque do mundo para falar sobre o que bem entender – aliás, ele é do conselho editorial do jornal mais influente da cidade onde mora, Fortaleza. Podemos dizer tudo sobre ele, menos que está à margem da sociedade.

Talvez seja meio cabotino dizer isso, mas estou convicta de que a beleza do Fale com Estranhos está justamente na diversidade. No dia seguinte à entrevista com Cláudio, lá mesmo em Fortaleza, encontramos o Raimundo Nonato, que nunca entrou em um avião e acha que a capital paulistana é banhada por uma linda praia. São dois homens que vivem na mesma cidade, mas em realidades e com referências completamente diferentes. Uma hora podemos conversar com alguém sobre o niilismo de Kant (em breve, vamos postar este vídeo). Em outra, sobre um transtorno intestinal dentro de um ônibus (Ninívia, como te esquecer?). Tem de tudo, e tudo é igualmente importante.

Ah, tem uma história interessante envolvendo o Cláudio. Ele nos viu pela primeira vez aqui em São Paulo, na Avenida Paulista. Achou aquele negócio curioso, mas passou direto. Semanas depois, nos encontrou na Praça do Ferreira, lá em Fortaleza, e aí resolveu nos abordar. Sério, qual é a chance disso acontecer, por todas as leis da probabilidade? Se eu acreditasse em eventos sobrenaturais, diria que foi o destino quem colocou o Cláudio e o Fale com Estranhos no mesmo caminho – e duas vezes, pra não ter erro.

Adriana

Postado dia 20 de fevereiro de 2015
Comente (0)

Benedito

"Na idade que eu tô – 65 anos, não tenho mais chance. Ganho pouco, e toda mulher que se aproxima de um homem com a idade avançada quer saber de assunto financeiro."
65 anos
Praça do Ferreira, Fortaleza, CE

Postado dia 05 de fevereiro de 2015
Comente (0)

Helaynne

"Pra você ter uma ideia, eu era virgem quando trabalhei no sex shop"
28 anos
Praça do Ferreira, Fortaleza, CE

Postado dia 28 de janeiro de 2015
Comente (0)

Mayron

"Meu professor olhou pra mim e disse: 'Meu filho, não caga a gente não!'"
22 anos
Praça do Ferreira, Fortaleza, CE

Eventualmente, algumas coincidências acontecem quando conversamos com muita gente no mesmo dia. São pequenas coisas, como o dia em que duas pessoas citaram o líder religioso Osho, ou então quando, em um intervalo de poucas horas, encontramos dois estranhos que são de uma mesma cidade do interior. Coisas desse tipo.

No caso do Mayron, essa coincidência foi muito mais engraçada do que essas que eu citei.

A gente estava na Praça do Ferreira, em Fortaleza, tínhamos acabado de conversar com a Ninivia, e ainda estávamos rindo daquela história sensacional que ela contou envolvendo… hum, problemas intestinais (se você ainda não viu, clique aqui, você não vai se arrepender) e então Mayron chegou.

O pobre rapaz passou por um sufoco muito parecido com o dela. Mas não adianta eu ficar aqui escrevendo sobre isso, é melhor que você veja ele mesmo contando. Foi uma das histórias mais engraçadas que já ouvimos até agora. Aliás, foi tão engraçado que ele mesmo não conseguiu segurar a risada.

Pela segunda vez naquele dia, nós rimos demais.

Daniel

Postado dia 05 de janeiro de 2015
Comente (1)

Ana Patrícia

"De repente, ele vomitou na mina perna. Na hora, tive vontade de dar uma porrada nele."
36 anos
Praça do Ferreira, Fortaleza, CE

Postado dia 26 de dezembro de 2014
Comente (0)
12